Informação sobre dengue, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento da dengue, de modo a que cada pessoa possa ter conhecimento deste problema de saúde, identificando práticas que possam contribuir para prevenir e diminuir a sua ocorrência.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Os mosquitos de dengue

Os vários sorotipos do vírus da dengue são transmitidos aos seres humanos através da picada de mosquitos Aedes infectados, principalmente Ae. aegypti. Este mosquito é uma espécie tropical e subtropical amplamente distribuído por todo o mundo, principalmente entre as latitudes 35 e 35 0S 0N. Estes limites geográficos correspondem aproximadamente a uma curva isotérmica de inverno de 10ºC. Ae. aegypti foi encontrado tão ao norte como 45 0N, mas essas invasões ocorreram durante os meses mais quentes e os mosquitos não sobreviveram aos invernos. Além disso, por causa das temperaturas mais baixas, o Ae. aegypti é relativamente incomum acima de 1000 metros. Os estágios imaturos são encontrados em habitats cheios de água, principalmente em recipientes artificiais, intimamente associados com habitações humanas e, muitas vezes dentro de casa. Estudos sugerem que a maior parte das fêmeas Ae. aegypti podem passar a sua vida dentro ou ao redor das casas, onde emergem como adultos. Isto significa que as pessoas, ao invés dos mosquitos, é que espalham rapidamente o vírus dentro e entre as comunidades. Surtos de dengue também têm sido atribuídos a Aedes albopictus, Aedes polynesiensis e várias espécies de complexo do Aedes scutellaris. Cada uma destas espécies tem uma ecologia particular, comportamento e distribuição geográfica. Nas últimas décadas Aedes albopictus espalhou-se da Ásia para a África, Américas e Europa, ajudado nomeadamente pelo comércio internacional de pneus usados em que os ovos são depositados quando contêm água da chuva. Os ovos podem permanecer viáveis durante muitos meses, na ausência de água.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O vírus de dengue

O vírus da dengue (DEN) é um pequeno vírus RNA de fita simples, constituído por quatro sorotipos (DEN-1 a 4). Esses sorotipos intimamente relacionados ao vírus da dengue pertencem ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae. 
A partícula madura do vírus da dengue é esférica, com um diâmetro de 50 nm, contendo várias cópias das proteínas estruturais, uma camada dupla de membrana derivada do hospedeiro e uma única cópia de um sentido positivo, de cadeia simples do genoma de RNA. O genoma é clivado pelo hospedeiro e virais proteases em três proteínas estruturais e sete proteínas não estruturais.
Genótipos distintos ou linhagens (vírus altamente relacionados na sequência de nucleotídeos) foram identificados dentro de cada sorotipo, com destaque para a extensa variabilidade genética dos sorotipos de dengue. Purificador de seleção parece ser um tema dominante na evolução viral da dengue, no entanto, de tal modo, que apenas os vírus que "se ajustam" tanto para humanos como vectores, são mantidos. Entre eles, os genótipos de DEN-2 e DEN-3 "asiáticos" são frequentemente associados com doença grave, que acompanha infeções por dengue secundária. Diversidade de intra-hospedeiro viral (quasiespie) também tem sido descrita em hospedeiros humanos.

domingo, 27 de julho de 2014

Viajantes têm papel importante na dengue

Os viajantes têm um papel essencial na epidemiologia global de infeções por dengue, já que os viajantes com viremia transportam vários sorotipos da doença e as estirpes, em áreas com mosquitos que podem transmitir a infeção. Além disso, os viajantes executam outro serviço essencial no fornecimento de alertas precoces para eventos noutras partes do mundo. Os viajantes muitas vezes transportam o vírus da dengue de áreas tropicais de países em desenvolvimento, onde existem instalações laboratoriais limitadas, quando comparadas com os países desenvolvidos, onde existem laboratórios que podem identificar os sorotipos do vírus. O acesso a instalações de pesquisa faz com que seja possível obter informações mais detalhadas sobre um vírus, incluindo o sorotipo e mesmo o sequenciamento, sendo que esta informação torna-se valiosa. Coleta sistemática de amostras podem ter benefícios futuros à medida que novas tecnologias ficam disponíveis.
A partir dos dados coletados longitudinalmente ao longo de uma década pela Rede de Vigilância GeoSentinel (www.geosentinel.org) foi possível,, por exemplo, analisar a morbidade mês a mês a partir de uma amostra de 522 casos de dengue em proporção de todos os diagnósticos em 24.920 viajantes que regressaram de viagem aos Estados Unidos, atendidos em 33 locais de vigilância. Dengue está relacionada uma sazonalidade definida para várias regiões (Sudeste da Ásia, Sul da Ásia Central, Caribe, América do Sul).
Informações sobre a dengue em viajantes, através de vigilância de sentinela, podem ser compartilhadas rapidamente para alertar a comunidade internacional para o aparecimento de epidemias em áreas endêmicas, onde não há vigilância e notificação de dengue, bem como a dispersão geográfica dos sorotipos e genótipos do vírus de novas áreas, o que aumenta o risco de dengue grave.
As informações também podem auxiliar os médicos em regiões temperadas (a maioria dos quais não são formados em doenças clínicas tropicais) a estarem alerta para casos de dengue em viajantes doentes. 
As manifestações clínicas e complicações da dengue também podem ser estudadas em viajantes (a maioria deles adultos e não-imunes) já que dengue pode apresentar-se de forma diferente em comparação com a população endêmica (a maioria deles na faixa etária pediátrica e com imunidade pré-existente). No entanto, a desvantagem de tal vigilância de sentinela, é a falta de um denominador de incidência de risco real, que não pode ser determinado. Um aumento de casos em viajantes pode ser devido ao aumento da atividade de circulação de pessoas para áreas endêmicas da dengue.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Perguntas e respostas gerais sobre dengue

1. A picada do mosquito é a única forma de transmissão da dengue?
Sim, a dengue não é transmitida por pessoas, objetos ou outros animais.

2. Qual é o principal mosquito transmissor da dengue?
É o mosquito Aedes aegypti.

3. É verdade que somente a fêmea do mosquito pica as pessoas?
Sim, pois é a fêmea que necessita do sangue em seu organismo para amadurecer seus ovos e assim dar sequência ao seu ciclo de vida.

4. Como a pessoa reconhece o mosquito Aedes aegypti?
O Aedes é parecido com o pernilongo comum, e pode ser identificado por algumas características que o diferencia como, corpo escuro e rajado de branco e possui hábito de picar durante o dia.

5. De onde veio o mosquito Aedes aegypti?
É originário da África Tropical e característico de países com clima tropical úmido, introduzido nas Américas durante a colonização. Atualmente encontra-se amplamente disseminado nas Américas, Austrália, Ásia e África.

6. Qualquer inseticida mata o mosquito da Dengue?
Sim, porém a aplicação dos inseticidas atua somente sobre a forma adulta do mosquito, surtindo efeito momentâneo com poder residual de pouca duração.

7. Uma pessoa infectada pode passar a doença para outra?
Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para pessoas sadias. A pessoa também não se contamina por meio de fontes de água, alimento, ou uso de objetos pessoais do doente de dengue.

8. É possível distinguir a picada do Aedes aegypti com a de um mosquito comum?
Não. A sensação de eventual coceira ou incômodo é semelhante à picada de qualquer outro mosquito.

9. Algum outro mosquito é capaz de transmitir a doença?
Sim, o mosquito Aedes albopictus, que também pode ser encontrado em áreas urbanas, também pode transmitir a dengue.

10. Todo Aedes transmite a dengue?
Não, apenas os infectados. O mosquito só transmite a doença se tiver contraído o vírus.

11. Todo mundo que é picado pelo mosquito Aedes aegypti fica doente?
É preciso que o mosquito esteja infectado com o vírus de Dengue. Além disso, muitas pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti infectado não apresentam sintomas. Outras apresentam sintomas brandos que podem passar despercebidos ou confundidos com gripe, existindo ainda, aquelas que são acometidas de forma acentuada, com sintomatologia exacerbada.

12. Por que foi possível fazer uma vacina para febre amarela e não está sendo possível fazer uma vacina contra dengue?
No caso da Febre Amarela só existe um tipo de vírus. Na dengue, são conhecidos quatro variedades de vírus, chamados den1, den2, den3, e den4. Os quatro tipos já foram registrados no Brasil (sendo que o tipo 4 só na Amazônia). A rigor, uma vacina para um tipo não dará imunização para outro.

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