Informação sobre dengue, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento da dengue, de modo a que cada pessoa possa ter conhecimento deste problema de saúde, identificando práticas que possam contribuir para prevenir e diminuir a sua ocorrência.


terça-feira, 20 de março de 2012

Como prevenir o dengue

Como não existe nenhum medicamento para curar o dengue nem vacina para prevení-lo, duas medidas-chave podem ser aplicadas para prevenir a disseminação da doença:

1. Eliminação de locais de reprodução do mosquito
  • Cobrir recipientes de água - Tampas bem vedadas em recipientes para armazenagem de água impedirão que os mosquitos ponham seus ovos neles. Se as tampas não forem bem vedadas, os mosquitos podem entrar e sair.
  • Fossas sépticas e fossas negras - Devem ser cobertas e seladas, de modo que mosquitos do dengue não possam reproduzir-se nelas.
  • Remoção de lixo - Lixo e outros detritos encontrados emvolta da casa pode coletar água da chuva. Devem ser removidos ou quebrados e enterrados no chão, queimados, onde isto for permitido.
  • Controle biológico - As larvas do mosquito podem ser controladas por pequenos peixes que se alimentam delas, como o “guppie”. Estes peixes podem ser encontrados em riachos ou lagoas ou comprados em lojas de animais. Pesticidas bacterianas também matarão as larvas de mosquito.
  • Controle químico - Larvicidas seguros e fáceis de usar, como grânulos temefós com areia, podem ser colocados em recipientes de água de modo a matar larvas em desenvolvimento.
2. Impedir as picadas de mosquito

As pessoas podem proteger-se de picadas de mosquito utilizando qualquer um dos seguintes meios:
  • Espirais ou vaporizadores elétricos - Espirais de combustão lenta e vaporizadores elétricos são eficazes na estação chuvosa, pouco antes do amanhecer e/ou no final da tarde, antes do por do sol, horário em que os mosquitos do dengue picam.
  • Mosquiteiros - Mosquiteiros sobre as áreas de repouso podem proteger crianças pequenas e outros indivíduos que necessitam de descanso diurno. Pode-se aumentar a eficácia destes mosquiteiros tratando-os com Permetrim (um inseticida piretróide). Cortinas (de tecido ou bambu) também podem ser tratadas com inseticidas e penduradas em portas e janelas, para repelir ou matar mosquitos.
  • Repelentes - Repelentes contra mosquitos podem ser aplicados nas partes expostas do corpo, onde os mosquitos picam. Deve-se tomar precauções ao usar repelentes em crianças pequenas e pessoas idosas.
  • Telas - Telas em janelas e portas são uma proteção eficaz contra a entrada de mosquitos nas casas.
  • Proteção de doentes de dengue - Os mosquitos infectam-se ao picar pessoas com dengue. Mosquiteiros e espirais contra mosquito impedem eficazmente os mosquitos de picarem doentes, e ajudam a interromper a disseminação do dengue.

Mitos e erros sobre o mosquito do dengue

  1. Ar condicionado e ventiladores NÃO matam o mosquito.
  2. Para matar os ovos do mosquito NÃO basta secar os reservatórios de água parada. Tem que lavar com água e sabão para eliminar os ovos.
  3. Qualquer picada do mosquito transmite o vírus da doença? NÃO, só dos mosquitos infectados, mas como não temos como saber... Vamos prevenir!
  4.  Borra de café na água das plantas mata os ovos do mosquito? NÃO!
  5. As larvas do mosquito só se desenvolvem em água limpa? MENTIRA!
  6. Posso pegar dengue de uma pessoa doente? NÃO, a doença é transmitida pela picada do mosquito infectado.
  7. Existe vacina contra a dengue? NÃO! O melhor remédio é evitar que o mosquito se reproduza!

Jogo online que educa na luta contra o Dengue

Estudantes da Universidade Federal de São Carlos, desenvolveram alguns jogos educativos que tem como objetivo ensinar à criança como combater a dengue enquanto ela se diverte.

A ideia é interessante, pois une educação e diversão numa mesma atividade. Os jogos são simples e jogados online. Tudo é gratuito.

Para jogar basta acessar o site Educação Contra a Dengue clicando aqui.

Vacina do dengue

Não há vacina de dengue, mas um trabalho promissor está em curso.
Uma vacina de vírus vivos atenuados para todos os quatro tipos do dengue está atualmente em testes clínicos na Tailândia.
Estão sendo realizadas pesquisas para desenvolver vacinas do dengue usando biotecnologia e engenharia genética.

Critérios de alta hospitalar em casos de dengue

Para que haja alta hospitalar nos casos de pacientes com dengue, os pacientes precisam preencher todos os seis critérios a seguir:
  • estabilização hemodinâmica durante 48 horas;
  • ausência de febre por 48 horas;
  • melhora visível do quadro clínico;
  • hematócrito normal e estável por 24 horas;
  • plaquetas em elevação e acima de 50.000/mm3.

Indicações para internação hospitalar em casos de dengue

A internação hospitalar, nos casos de dengue, é indicada quando ocorre:
  1. Presença de sinais de alarme;
  2. Recusa na ingestão de alimentos e líquidos;
  3. Comprometimento respiratório: dor torácica, dificuldade respiratória, diminuição do murmúrio vesicular ou outros sinais de gravidade;
  4. Plaquetas <20.000/mm3, independentemente de manifestações hemorrágicas;
  5. Impossibilidade de seguimento ou retorno à unidade de saúde;
  6. Co-morbidades descompensadas como diabetes mellitus, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, uso de dicumarínicos, crise asmática etc;
  7. Outras situações a critério clínico.

Tratamento de dengue

Dengue clássica:
não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devem ser evitados os salicilatos e os antiinflamatórios não hormonais, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. O paciente deve ser orientado a permanecer em repouso e iniciar hidratação oral.

Febre Hemorrágica da Dengue - FHD:
os pacientes devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque. O período crítico será durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmente ocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves, quando os vômitos ameaçarem causar desidratação ou acidose, ou houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial.

Sinais de alarme de dengue

Existem Sinais de alarme na dengue, quando ocorrem as seguites situações:
  1. dor abdominal intensa e contínua;
  2. vómitos persistentes;
  3. hipotensão postural e/ou lipotímia;
  4. hepatomegalia dolorosa;
  5. sangramento de mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena);
  6. sonolência e/ou irritabilidade;
  7. diminuição da diurese;
  8. diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia;
  9. aumento repentino do hematócrito;
  10. queda abrupta de plaquetas;
  11. desconforto respiratório.

Caso suspeito de dengue

Considera-se caso suspeito de dengue todo paciente que apresente doença febril aguda, com duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos sinais ou sintomas como cefaléia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, prostração ou exantema, associados ou não à presença de sangramentos ou hemorragias, com história epidemiológica positiva, tendo estado nos últimos 15 dias em área com transmissão de dengue ou que tenha a presença do Aedes aegyti.
Também pode ser considerado caso suspeito a criança proveniente ou residente em área endêmica que apresente quadro febril, sem sinais de localização da doença ou na ausência de sintomas respiratórios.
Todo caso suspeito de dengue deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica, sendo imediata a notificação das formas graves da doença.

Dengue na grávida

Pacientes gestantes devem ser tratadas de acordo com o estadiamento clínico da dengue. As gestantes necessitam de vigilância, devendo o médico estar atento aos riscos para mãe e concepto. Os riscos para mãe infectada estão principalmente relacionadas ao aumento de sangramentos de origem obstétrica e as alterações fisiológicas da gravidez, que podem interferir nas manifestações clínicas da doença. Para o concepto de mãe infectada durante a gestação, há risco aumentado de aborto e baixo peso ao nascer.
O comportamento fisiopatológico da dengue na gravidez é igual para pacientes gestantes e não gestantes. Com relação ao binômio materno-fetal, como ocorre transmissão vertical, há o risco de aborto no primeiro trimestre e de trabalho de parto prematuro, quando adquirida no último trimestre. Existe também uma incidência maior de baixo peso ao nascer em mulheres que tiveram dengue durante a gravidez.
Quanto mais próximo ao parto a paciente é infectada, maior é a chance do recém-nato apresentar ao nascer quadro de infecção por dengue. Com relação à mãe, pode ocorrer hemorragia tanto quando do abortamento quanto por ocasião do parto e do pós-parto, principalmente quando os mesmos ocorrem na vigência da infecção materna. Deve-se ficar especialmente atento a estes momentos.
Como o sangramento pode ocorrer tanto no parto normal quanto no parto cesáreo, sendo que neste último as complicações são mais graves, a indicação da cesariana deve ser bastante criteriosa.
Como o comportamento fisiopatológico é semelhante àquele visto nos demais pacientes, o tratamento da dengue é igual para todos os pacientes, gestantes ou não: o importante é o acompanhamento constante e a vigilância dos pacientes. O que muda com relação à dengue na grávida são a avaliação clínica inicial e o acompanhamento, devido às alterações fisiológicas da gravidez, que, apesar de não interferirem na doença, interferem nas suas manifestações.
A gestação traz ao organismo materno algumas modificações fisiológicas que o adaptam ao ciclo gestacional. As modificações principais que devem ser lembradas e observadas, quando do acompanhamento da gestante com suspeita de dengue, são:
  • aumento do volume sanguíneo total em aproximadamente 40%;
  • aumento da frequência cardíaca – FC e do débito cardíaco – DC (DC = FC x Volume sistólico);
  • queda do hematócrito por hemodiluição, apesar do aumento do volume eritrocitário;
  • queda da resistência vascular periférica e da pressão sanguínea;
  • hipoproteinemia por albuminemia;
  • leucocitose (16 a 18.000 mm³) sem interferência na resposta a infecções;
  • aumento dos fatores de coagulação.
Quando ocorrer o extravasamento plasmático na grávida com dengue, suas manifestações, tais como taquicardia, hipotensão postural e hemoconcentração, vão demorar mais tempo para aparecer ou, se aparecerem, podem ser confundidas com as alterações fisiológicas da gravidez.

Atenção com a hiper-hidratação quando da reposição volêmica. A gestante deve estar sob estrita e contínua vigilância.

A gestante que apresentar qualquer sinal de alarme ou de choque e que tiver indicação de reposição volêmica deverá receber volume igual àquele prescrito aos demais pacientes, de acordo com o estadiamento clínico.
A realização de exames complementares deve seguir a mesma orientação para os demais pacientes. Os exames de raios-X podem ser realizados a critério clínico e não são contraindicados na gestação. A ultrassonografia abdominal pode auxiliar na avaliação de líquido livre na cavidade.
As gestantes com indicação de internação deverão ter avaliação clínica idêntica à dos demais pacientes. Atenção especial deve ser dada à avaliação obstétrica, quanto ao bem estar materno e fetal. Deve-se ter cuidado com a possibilidade de ocorrer descolamento prematuro da placenta normoinserida e outras alterações que levem a sangramentos de origem obstétrica.

Dengue na criança

A dengue na criança pode ser assintomática ou apresentar-se como uma síndrome febril clássica viral, ou com sinais e sintomas inespecíficos: adinamia, sonolência, recusa da alimentação e de líquidos, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Nos menores de dois anos de idade, especialmente em menores de seis meses, sintomas como cefaleia, dor retro-orbitária, mialgias e artralgias podem manifestar-se por choro persistente, adinamia e irritabilidade, geralmente com ausência de manifestações respiratórias, podendo ser confundidos com outros quadros infecciosos febris, próprios da faixa etária.
Na criança, o início da doença pode passar despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica. O agravamento, em geral, é súbito, diferente do que ocorre no adulto, que é gradual, em que os sinais de alarme são mais facilmente detectados.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sintomas do dengue

Os principais sintomas do dengue são:
  • Febre alta com duração de 2 a 7 dias
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo e nas juntas
  • Dor atrás dos olhos
  • Manchas vermelhas pelo corpo
Procure imediatamente um médico em qualquer uma das situações abaixo:
  • Dores na barriga fortes e contínuas
  • Vómitos persistentes
  • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas
  • Sede excessiva e boca seca.

Transmissão do dengue

O dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que tiver adquirido o vírus do dengue ao picar uma pessoa doente. O mosquito infectado transmite então a doença, através de sua picada, a outras pessoas que, por sua vez ficam doentes, mantendo assim a cadeia.
Não existe nenhum modo de dizer se um mosquito tem ou não o vírus do dengue, portanto, as pessoas devem proteger-se de todas as picadas de mosquito, o que também as protegerá da malária e outras doenças transmitidas por eles.

O mosquito do dengue

Aedes aegypti, o mosquito do dengue, é um inseto pequeno, branco e preto, com listras no dorso e nas patas. Mosquitos com o vírus do dengue transmitirão doença ao picar seres humanos.
Os mosquitos do dengue picam de manhã cedo e no fim da tarde.
O mosquito pousa dentro de casa, em armários e outros lugares escuros. Fora pousa em locais frescos e sombreados. A fêmea do mosquito põe seus ovos em recipientes com água, dentro e em volta de casas, escolas e outras áreas em cidade e povoados. As larvas saem dos ovos do mosquito e vivem na água por cerca de uma semana, passando então para um estágio de pupas redondas por um ou dois dias, após os quais emerge o mosquito adulto, pronto para picar.
Mosquitos do dengue reproduzem-se em qualquer recipiente usado para juntar ou armazenar água, em áreas sombrias ou ensolaradas. Os locais favoritos com criadouros são: barris, tambores, vidros, potes, baldes, vasos de flores, pratos e vasos de plantas, tanques, cisternas, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhado, bandejas de escorrimento de geladeiras, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores e muitos outros locais onde a água da chuva é coletada ou armazenada.

Dengue com complicações

É todo caso grave que não se enquadra nos critérios da OMS de Febre hemorrágica da dengue e quando a classificação de dengue clássica é insatisfatória.
Nessa situação, a presença de um dos achados a seguir caracteriza o quadro:
alterações graves do sistema nervoso; disfunção cardiorrespiratória; insuficiência hepática; plaquetopenia igual ou inferior a 50.000/mm3; hemorragia digestiva; derrames cavitários; leucometria global igual ou inferior a 1.000/mm3; óbito.
Manifestações clínicas do sistema nervoso, presentes tanto em adultos como em crianças, incluem: delírio, sonolência, coma, depressão, irritabilidade, psicose, demência, amnésia, sinais meníngeos, paresias, paralisias, polineuropatias, síndrome de Reye, síndrome de Guillain-Barré e encefalite. Podem surgir no decorrer do período febril ou mais tardiamente, na convalescença.

Febre hemorrágica de dengue

As manifestações clínicas iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas descritas nas formas clássicas de dengue. Entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, quando da defervescência da febre, surgem sinais e sintomas como vômitos importantes, dor abdominal intensa, hepatomegalia dolorosa, desconforto respiratório, letargia, derrames cavitários (pleural, pericárdico, ascite), que alarmam a possibilidade de evolução do paciente para a forma hemorrágica da doença.
Em geral, esses sinais de alarme precedem as manifestações hemorrágicas espontâneas ou provocadas (prova do laço positiva) e os sinais de insuficiência circulatória, que podem existir na FHD. O paciente pode evoluir em seguida para instabilidade hemodinâmica, com hipotensão arterial, taquisfigmia e choque.

Dengue clássica

Clinicamente, a dengue é uma doença aguda, com febre alta, calafrios, cefaléia e astenia importantes (daí o nome dengue), com eritema fugaz. A manifestação clínica é dependente da idade, sendo menos pronunciada na infância, quando até 80% dos casos podem ser assintomáticos. Podem ocorrer também sintomas de comprometimento das vias aéreas superiores, como dor de garganta, rinorréia aquosa e tosse seca. Nos adultos, o início é abrupto, com calafrios, cefaléia intensa e dor retro-orbitária, progredindo rapidamente para prostração com dor músculo-esquelética e abdominal intensa (conhecida como “febre quebra-ossos”). Anorexia, náuseas e vômitos com alteração de paladar (queixa característica de gosto metálico na boca) são sintomas freqüentes. Entre três e cinco dias, no momento da defervescência, aparece exanterma máculo-papular .
Fenômenos hemorrágicos localizados, como petéquias, hematomas e, eventualmente, sangramentos nasal ou da mucosa oral discretos podem ocorrer.
Hepatite viral aguda, com elevação das aminotransferases em até dez vezes o valor normal, pode ser observada em aproximadamente 10% dos casos. Meningite asséptica também pode ocorrer. A convalescença é prolongada, com persistência das queixas de fadiga, prostração e, ocasionalmente, depressão.

Formas de apresentação de dengue

A dengue pode se apresentar, clinicamente, de quatro formas diferentes:
  • Infecção Inaparente,
  • Dengue Clássica,
  • Febre Hemorrágica da Dengue;
  • e Síndrome de Choque da Dengue.
Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.

Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.

Dengue Clássica
A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

Dengue Hemorrágica
A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.
Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura e queda. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Síndrome de Choque da Dengue
Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência.
Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.

Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite.

Suscetibilidade e Imunidade a dengue

A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal.
A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga).
Entretanto, a imunidade cruzada (heteróloga) existe temporariamente.
A fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda por dengue pode ser primária e secundária. A resposta primária se dá em pessoas não expostas anteriormente ao flavivírus e o título de anticorpos se eleva lentamente. A resposta secundária se dá em pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tiverem infecção prévia por flavivírus e o título de anticorpos se eleva rapidamente em níveis bastante altos. A suscetibilidade em relação à Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmente esclarecida.

Sintomas do dengue hemorrágico e choque

Os sintomas do dengue hemorrágico e choque são:
  • Sintomas semelhantes aos do dengue
  • Dores abdominais severas e contínuas
  • Pele pálida, fria e úmida
  • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas, e equimoses na pele
  • Vômitos frequentes, com ou sem sangue
  • Sonolência e agitação
  • Choro constante
  • Sede excessiva (boca seca)
  • Pulso rápido e fraco
  • Dificuldade respiratória
  • Perda de consciência
NÃO ESPERE, CONSULTE UM MÉDICO IMEDIATAMENTE É CRUCIAL TRATAR RAPIDAMENTE TODAS AS PESSOAS COM ESTAS COMPLICAÇÕES

Caracteristicas do dengue

As Caracteristicas do dengue são:
  • Febre alta com início abrupto
  • Cefaleia frontal severa
  • Dor retro-orbital, que piora com o movimento dos olhos
  • Dores articulares e musculares
  • Perda do gosto e do apetite
  • Exantema semelhante ao sarampo no tórax e membros superiores
  • Náusea e vómitos
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Dengue

Dengue é uma virose séria, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.
Existem duas formas da doença: dengue clássico e dengue hemorrágico. O dengue clássico é uma doença grave, semelhante a gripe, que afeta crianças mais velhas e adultos, raramente levando à morte.
O dengue hemorrágico (DH) é uma outra forma, mais severa, em que ocorre sangramento e ocasionalmente choque, levando à morte; é mais grave em crianças.
Pessoas com suspeita de dengue ou dengue hemorrágico devem consultar um médico imediatamente. O dengue hemorrágico pode ser mortal, e o diagnóstico e tratamento precoces podem salvar vidas. A não ser que se administre prontamente o tratamento adequado, o paciente pode entrar em choque e morrer.
Os sintomas do dengue variam conforme a idade e a saúde geral do paciente. Lactentes e crianças pequenas podem apresentar febre com erupção de pele semelhante ao sarampo, difícil de distinguir da gripe, sarampo, malária, hepatite e outras doenças febris. Crianças maiores e adultos podem ter um quadro semelhante ou sintomas que vão desde uma doença leve até um quadro muito grave.

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